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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Amor - Fênix



Sensações latentes
Em meu peito, perenes...
Não me deixam,
Não se calam...

A cada suspirar...
Revelam-me
Que longe se encontra
Minha almejada paz de outrora...

O que faço então agora?
Se memórias de amor
Ficaram assim tatuadas
E não podem ser lavadas?

Às vezes penso ser loucura...
Não pode existir algo assim...
Que perdura...
Sem ser correspondido à altura.

Foram lavradas na alma...
Persistentes ao passar das primaveras...

Amor e suas faces
Sabores e dissabores...
Que em si já carrega
A força das tempestades...
E a resistência às intempéries
Da vontade e da saudade...

Por mais que o matem, e o matam...
Permanece vivo.
Mesmo que subentendido,
Nas entrelinhas dos versos
De uma poetisa em conflito.

Amor-fênix,
Que queima em si mesmo
e faz das cinzas,
Suas tintas...
Que colorem este coração...

Ora furta...
Ora uni-cor
Ora luz,
Ora sombra...

O que me assombra...
Sua pluralidade de formas.

É amor de alma.
E pra isso não há cura e nem calma.
Só se sabe ser assim...
Onde não se cabe princípio...
Nem fim!

(Juliana Alves)

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