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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desejo


Se, versejo é porque me sobeja o desejo
De tocar uma vez mais 

os lampejos do que foi
O fulgor da nossa paixão...
Mas o que és, volição?
És lava. Depois pó. Depois nada!

Mas laboriosa foi a experienciação...
Que me deu asas a imaginação.
Desvarios faiscantes...
De deliciosa desordem...
O incompossível se fazendo ordem.

Vasto querer de ilusões sôfregas
Fazendo luzir minha aspiração.


Foste amanheceres,
Inefável alucinação...
Que ainda arde interminável.
Desejo então seria eternidade?
Se por versos perpetuado.

Mas, também foste escuridão
Quando afastaste de mim seu coração.
Esse que por pudor não mais procuro.

Uma névoa gélida petrifica-me o peito e
Desobriga-me a fidelidade do desejo
De ser perene par do amor.

Agora vã, te pareço soberba.
Mas se não vias minha amplidão!
Nada te bastava,
Nem a mais ígnea sensação.

E agora ardes como desejei.
Na oquidão de minha ausência...
E há luz em tua carne e tu palpitas...

Só me queres refletida em espelhos,
Idílicas imagens...
Levando a um descaminhar,
no pó dos impossíveis.


Se eu só queria manter-me viva em tuas veias?
Desejo foi essa voragem habitando em mim!

Mas pra pensar o amor,
Eu deliro!
Pensá-lo, ainda que pareça imperpetrável,
É gozo!


Então não sabes?
Incorpóreo se faz o desejo,
Para eternizar o que almejo!

(Juliana Alves)

3 comentários:

  1. Que bela tua escrita, lindoo teu texto Juliana...

    "Foste amanheceres,
    Inefável alucinação...
    Que ainda arde interminável.
    Desejo então seria eternidade?
    Se por versos perpetuado."

    Arrasouu, rs

    Bjss da Mila pra ti!

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  2. TE coloquei na lista de blogs de cabeceira.
    =)

    bj

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  3. lindo texto querida..
    adoreiii seu cantinho, hehe...

    te seguindo..

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