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quinta-feira, 1 de março de 2012

Dos suicídios íntimos

"Não adianta chamar quando alguém está perdido, procurando se encontrar..." 
(Ovelha negra - Rita Lee)
Quando chegamos a esse ponto de inflexão ao próprio eu em busca de repostas, (re)formarmos nossa identidade, passamos por essa auto-análise surreal... Pegamos-nos sem rumo, sem prumo, senão o de dentro de nós mesmos... 
Tudo que precisamos, todo o substrato está ali no nosso íntimo, o que nos cerca, vemos, mas não nos edifica, não nos apetece, porque não sabemos o que de fato prescindimos... 
É árdua essa busca pelo lume existencial, solitária jornada que requer coragem de ver-nos em reflexo, nossa face sem máscaras e matar o que de nós não nos serve, não nos é de fato, para originar nossa exata essência, dar forma ao próprio eu... 
Mas, uma verdade, é que muitas vezes são necessários inúmeros suicídios íntimos, para renascer mais verossímil ao cerne do que nos foi traçado no divinal, e esse ciclo mitológico de morte, vida e reconstrução do nosso eu, penso ser nossa mais primorosa evolução!
                                          (Juliana Alves)

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