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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Do Monólogo de uma Ausência


Tua ausência muda em minha alma grita, e minhas palavras são tuas fronteiras. Não se trata de um consolo, a ausência é vácuo obscuro, e coisa muito sólida. Minhas palavras em torno desse vago são um modo de inco
rporar a incisiva presença do outro, 

do homem que não há, porque nunca houve e nunca haverá o homem que faça findar essa minha cega procura pelo que se quer tocar e não se tem, pelo que se sente e não se pode acolher.
 Penso mesmo, que minhas palavras instauram tua ausência, a indestrutibilidade de teu vão etéreo, e também a tua presença. 
É assim, que a minha nostalgia pelas palavras se faz corpo,
 e o teu silêncio pontua o que falo.

(Juliana Alves)

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