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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Salve a Pátria Amada, Brasil!


"As margens do riacho, outrora plácidas, estão mortas e surdas. Já não ouvem o brado retumbante do povo que de herói se fez refém dos mercadores de ilusões.
A luz da liberdade, que brilhava em raios fúlgidos, hoje se coa penosamente entre as nuvens negras da corrupção que escurecem o céu da Pátria.
A igualdade foi penhorada em cotas desiguais, pelo braço forte de um conquistador...
E continuamos desafiando a própria morte, não mais no seio da liberdade, mas na selvageria do tráfego e do tráfico.
Deus te salve, ó Pátria amada!
O sonho se transforma em pesadelo, e já não há fé no amor... talvez só a esperança desça à terra. Pois o Cruzeiro ainda resplandece no Céu.
Tua natureza sofre, gigante! Impávidos os homens exploram-te belo e forte, sem ver que tua colossal grandeza espelhar-se-á diminuída no futuro.
Ah, minha terra adorada! És ainda minha mãe gentil, amada... és minha Pátria, Brasil!
Não mais é esplêndido o teu berço. O som do teu mar traz apitos de óleo cru e a luz do teu céu se cobriu de fumaça. És florão deflorado à luz sombria de um mundo novo.
Onde se perderam as terras garridas? Onde as flores dos campos risonhos, a vida dos bosques, os amores?
Deus te salve, ó Pátria amada!
Tua bandeira é ainda o lábaro estrelado. Morreu o amor eterno? E o verde-louro de tua flâmula, se inda diz da tua glória passada, cala-se sobre a paz de teu futuro.
E se ergueres a clava, será a da justiça? Correrão teus filhos à luta? Não temerão, mesmo te amando, a própria morte?
Ah, minha terra adorada! És ainda minha mãe gentil, amada... és minha Pátria, Brasil!"

(Rodolfo Barcellos)

Coração Primaveril

  Das invernais madrugadas não me recordo mais. Senhor dos tempos da ventura despiu-me de toda a névoa, vestiu-me de amanhecer...