segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014



"Aeroportos e rodoviárias já viram beijos 
mais sinceros do que casamentos.
Paredes de hospitais já ouviram preces
mais honestas do que igrejas..."

(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Do que era....



Era a minha fome, era minha loucura, era minha lâmina, meu arrepio, meu sopro, meu assédio, um teorema infindo... 

Sublimou em buraco negro o lugar de meu coração, voragem a desregular o modo de funcionamento de minha alma, de minha relação com meu próprio discurso, conjecturas vãs e suficientes até então. Agora, o suficiente se tornou apenas o necessário. 

O amor não é um lugar – era essa a minha certeza eclesiástica desenhada pela minha voz a mim mesma. Você desregulou a fórmula: o amor é um lugar? O amor materializou-se em um corpo. 

Sei que estou idealizando, eu sei. Sei que tudo é pretexto, falando de mim, só de mim, sei que estou aceitando a possibilidade (e ainda usando você como pretexto) de que a fórmula anterior se torne o oposto, assim: o amor é um lugar, chave central da ficção que temos que ser se quisermos que a vida seja possível, pelo menos. Não, também não concordo com isso, o que pouco importa, porque, afinal as coisas são tais e quais a nossa fragilidade permite dizê-las. 

Ah, e essa fragilidade, sempre subentendida em minha essência, fala alto sobre você... Até mesmo em silêncio, na prece exalada pelos meus poros, impetrando o lugar que ainda não cheguei, o amor.

(Das memórias de um coração errante...)

(Juliana Alves)

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013


...Seria eu uma garota polida vivendo uma vida lascada 
ou uma plebeia mundana em um conto de falhas!?

(Reflexões curiosas de uma mente barulhenta) 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Na bruma leve das paixões que vem de dentro... (Alceu Valença)



Achegou-se com o frescor da brisa litorânea, 
mas com o calor de um aconchego manso.
Com tua voz, "caetaneou" aos meus ouvidos 
as mais diligentes poesias.
Tão doce foi teu gesto, que me fez almejar ser tua Marília... 
Deixar de ser somente uma ilha no coração dessa terra
e fundir-me ao mar do teu sertão.

(Juliana Alves)

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vertigem...

 "(...) Apesar de minha familiaridade com os aliens, há em mim um peso humano de caminhante que me obriga, quase sempre, a voltar a minha pobreza de criatura terrestre. Não corrigi nenhum dos erros que cometi e sequer me pesa saber-me assim. E a roer-nos, os ratos dos anos. Rasgando pedaços de mim para colar em ti. Mendiga — diriam. E era. Não propriamente dos prazeres lascivos que as paixões desenfreadas inspiram. Nunca me deixaram ficar por tempo suficiente para saciar a fome de afeto que tinha do outro. Partiram sempre antes que lhes pedisse: fique. Culpá-los? Não... Não ouso. Por mais que enchessem as tigelas, morri, estoica, de uma miséria anônima de dar pena até nos mais desacreditados poetas. E, no entanto, minha fome não era diferente daquela que sentiam todos os outros. Eis-me aqui, lambendo até as tampas da profundidade e sem nunca saciar-me. O muito é para poucos. "

(Lídia Martins)
 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Da Doçura de Novembro



Mal se achegou novembro e já colho trigo, leite e mel, e sob o calor amoroso das sensações frescas preparo a benesse que o próximo ano há de frutificar.

Trago no peito a certeza que o que passou, agora já é pó, nada, cinzas de um fulgor que fez somente enrijecer o que não consumiu.

Assim, sob a fresta de luz que me dá passagem ao novo caminho, enfeito as janelas de novembro com sorrisos, cumprimento com o olhar ávido o que me adentra ao peito sem pedir licença.

Que venha essa inocência renovada adoçar os lábios de minhas preces e me prepare um verão no coração, acalentado por novos sonhos, infinitos rumos e doces surpresas, enfurnados pela brisa suave de uma fé incansável na beleza do porvir.

(Juliana Alves)

Coração Primaveril

  Das invernais madrugadas não me recordo mais. Senhor dos tempos da ventura despiu-me de toda a névoa, vestiu-me de amanhecer...