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domingo, 18 de março de 2012

Ad Infinitum

 
Estávamos protegidos. Alinhados. Demorávamos na vida e no riso. Vivíamos entre nós distantes, um ao lado do outro. 
Fomos, só até a página dois (e a alegria foi quase um susto). 
Nos desencontramos dentro dos números, silêncios e verbos.
Rasguei todos. Ele, tinha que tudo. 
Eu, queria que esse tudo se resumisse à minha vontade de felicidade. Nada (re)feito. É que quando sobra história, o que falta é sentimento. Faltei. Faltamos. Coração é estrada que devolve caminhos. É casa. Asa. Labirinto. O meu, poesia, nasceu com um quê de ad infinitum. E precisa saber de mim desarmada, noutro abraço, noutro mundo - até que durem as letras, os tempos e os versos.

(Priscila Rôde)

Um comentário:

  1. Oi Juh

    Que lindo hein? A Priscila é uma danada por escrever assim!

    "Coração é estrada que devolve caminhos. É casa. Asa. Labirinto. "

    Quero muito que durem as letras, os tempos e os versos! Quero demais...

    Milhoes de beijos

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