quinta-feira, 18 de outubro de 2012

De Som e Vento





Brisa-menina, levanta-se à aurora e sai trilhando levezas...
Brinca de ser vento e cursa a maestria em despertar infinitas sensações. 

Em tempestade, cria sua própria melodia, faz as folhas uivarem, orvalhando prantos, sumo das mais intensas aflições... Em calmaria, sussurra preces, arrepia desejos, alenta alegrias e afaga corpos, andarilhos incessantes dos desertos da existência, surrados por um sol que muito queima e pouco ilumina...

Segue as notas da sinfonia agridoce da vida, baila com os sábios ventos guias, que lhe ensinam a flutuar pelo marulho dos risos-fluidos que lhe dão umidade à alma.

Rubra-ventania, adentra por entre as frestas dos olhares curiosos, brinca nos jardins floridos dos corações dos que sonham alto e muito sentem.

Viaja pelas brumas do tempo... Descortina salões vazios, sopra a poeira do esquecimento, lhes pinta arco-íris na parede da memória e a decora com o tesouro dos mais amorosos sentimentos, devolvendo o raro brilho à retina opaca dos desesperançados.

Ser de som, ser de vento foi lhe destinado de berço... 
Livre e intrínseca à natureza, contagia quem se permite sentir, inquilina de quem lhe sabe apreciar e acolher.

(Juliana Alves)


terça-feira, 16 de outubro de 2012

 
"O amor não aceita amadores. 
Quando se ama, acorda-se vestido para o milagre. 
Soltos pelo riso, nunca amarrados pelo grito."

(Fabrício Carpinejar)

sábado, 13 de outubro de 2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

E o bichinho do Amor me contagia outra vez...



"É a primeira vez que eu me apaixono e sinto paz ao mesmo tempo. Ou encontrei o homem certo ou estou me tornando a mulher certa."

(Tati Bernardi)

...

Amor que começa fervendo no final esfria?! Amor pronto não serve, amor tem que ser construído. Mas essa coisa fria, sem encantamento me deixava tão desanimada. Antes de começar a esquentar eu já estava correndo léguas pra longe, se possível pro outro lado do mundo. Mas agora tudo começou diferente. Também não estou certa que meu sentimento por ele é paixão. Só sei que é sempre melhor quando estamos juntos. Assim fazendo coisas sem importância nenhuma. Trocando mensagens bobas pelo celular. Jogando conversa fora no MSN. Fingindo que somos apenas amigos. Amigos cheios de afinidades e desejos secretos também.
Tô deixando as coisas acontecerem como tem que ser. Eu sinto que ele tem algo especial pra me dar. E sinto também que o momento certo existe e não tarda de chegar. Sabe, faz tempo que a água não tá fria, mas quando eu cheguei ela também não estava fervendo. Será que esse é o meu momento, a minha vez?
"Deixa, deixa ser como será, quando a gente se encontrar. 
Fica combinado assim..."

(Thaise Moraes)

domingo, 7 de outubro de 2012

O que eu posso fazer, se sou uma mulher com um coração de menina!?


"Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, 
 eu tiro um arco-íris da cartola. 
E refaço. Colo. Pinto e bordo. 
Porque a força de dentro é maior. 
Maior que todo mal que existe no mundo. 
Maior que todos os ventos contrários. 
É maior porque é do bem. 
E nisso, sim, acredito até o fim. 
O destino da felicidade, me foi traçado no berço"

(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A Outra Margem


O caminho é um laborioso pouso nas incertezas do próprio caminho, no esmurrar as pontiagudas facas como se fossem dores a verter do âmago.
É um estado de inércia a divisão dos eixos da cidade nos olhos da criança, entardecid
a de sonhos vãos e regados com água de chuva e concreto das ruas que pisam seus pés.
Desmedimos o amor como quem colhe migalhas e as semeiam
para pombos, tão mais esfomeados de algum sentimentos, naquele canto de praça, enquanto que o badalar dos sinos da pequena igreja convida os homens a alinharem-se por dentro (de seus (e)ternos), mesmo que num fechar abrupto de olhos.
E que não seja breve, a persistência de se continuar indo, indo... como rio que segue, sem abandonar suas águas, um tanto quanto barrentas, é verdade. Mas suas!


(Samara Bassi)


Fonte: Uma superfície de gelo ancorada no riso - A Outra Margem

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O Tempo de Outubro...

O tempo tem sido um mestre supremo, sempre bendizendo alegrias, enaltecendo belezas, prismando luzes em cores vivas no  meu coração... No tratado pacífico que lhe fiz, a cláusula principal é que ambos só nos ajudaríamos. Ele com seus dedos de cura e elixir de felicidade fazem de mim seu molde, a argila ganhando forma, conforme o que ele me apresenta em sua sábia pontualidade. E eu, não mais o atravancaria em seu inexorável caminho, sob nenhuma circunstância o apressaria, sob o julgo tolo da urgência. O deixaria livre para cumprir com seu papel de apascentar meus sonhos, amadurecer de forma doce os meus frutos, e desabrochar os meus botões com tanto afinco cultivados, pois a paciência é o preço da perfeição.
E nessa exultação temporal, evoco: Que venha Outubro! Venha com a força das infinitas possibilidades e com a calmaria dos alentos, das esperanças do por vir... Venha com milhares de sorrisos, mastigando medos e alargando-se aos desejos sinceros do coração. Que venha bailando sobre ventos-preces espalhando a aurora da vida nas voltas, que as cordas do tempo-ventríloco fazem a Terra dar.

(Juliana Alves)

Coração Primaveril

  Das invernais madrugadas não me recordo mais. Senhor dos tempos da ventura despiu-me de toda a névoa, vestiu-me de amanhecer...