Minha alma é sempre um verso, nas palavras me satisfaço, me entrego e me esmero, porque são de palavras o meu UniVERSO! VIVER é a coisa mais rara do mundo, algumas pessoas apenas existem…
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Coração Primaveril
Das
invernais madrugadas não me recordo mais.
Senhor
dos tempos da ventura
despiu-me de toda a névoa,
vestiu-me
de amanhecer....
És
tu senão a primavera que eu esperava...
A vida colorida e multiplicada,
em
que se faz pleno e perfeito cada instante.
(Juliana Alves)
domingo, 12 de agosto de 2012
Soneto do Teu Corpo
Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.
Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.
Como em teus bosques. bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos.
Faço fogueiras, choro, canto e danço.
Entre teus montes, vales escondidos.
Faço fogueiras, choro, canto e danço.
Línguas de lua varrem tua nuca.
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso...
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso...
(Leoni)
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Das alegrias risonhas pelo caminho
"Havia algo que tinha um cheiro inconfundível de alegria.
De vida abraçada.
De chuva quando beija a aridez.
De lua quando é cheia e o céu diz estrelas.
Um cheiro da paz risonha do encontro que é bom."
De vida abraçada.
De chuva quando beija a aridez.
De lua quando é cheia e o céu diz estrelas.
Um cheiro da paz risonha do encontro que é bom."
(Ana Jácomo)
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Augusto Agosto
Adentra-se às primícias de um mês cercado de superstições e agouros...
Não o vejo com os olhos turvos dos sem fé, neste respiro a bonança
e colho os louros de ansiados tempos vindouros.
Enfim chegado o augusto tempo, delicio-me a cada aurora raiada...
Dulcíssima sensação de leveza dos que acreditam que pra se passar por
agosto deve-se ter amor no coração (e tenho), além dessa bendita prece de
felicidade nos lábios, mantra transcendental a todo o momento pronunciado...
Que assim transcorra, continue a me invadir, se intensifique e contagie
infinitamente mais... Há de se ter mais força, há de se luzir acolhida pela paz, há
de se ficar qualquer maldição para trás...
Há de se mergulhar em amores cada vez mais ternos, há de crescer as tenras
asas em vôos compartilhados ao encontro da vida, à alva emoção renovada de ser
livre, de ser plena, florir sorrisos, olhares, uma alma olorosa de aromas
almiscarados à espera de um setembro primaveril...
Que seja assim, tudo a(gosto) de Deus!
(Juliana Alves)
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Solstício de um Sorriso
No caminho escuro da noite,
à frente um clarão...
à frente um clarão...
Um farol no fim do túnel,
janela aberta ao paraíso...
janela aberta ao paraíso...
Clarividente sol da meia-noite,
de noturna fui aclarada.
de noturna fui aclarada.
Descortinou, sob luz alva,
o luto em benção de paz,
o luto em benção de paz,
declamada na aurora de meu peito.
Amou-me sem saber, por um largo sorriso,
Em um único olhar...
(Juliana Alves)
quarta-feira, 25 de julho de 2012
25 de Julho - Dia do Escritor
"Minhas mãos vazias são como a quimera ensandecida,
há pressa em narrar o que a pele sente,
Diáfanas são as águas que saciam a sede dos meus quereres...
Nessas horas silenciosas, onde a sinfônica paz grita alto e requere seu alimento... Fluida, sou invadida, e não mais sei se sou matéria ou energia.
Fundo-me e fluo ao alvo chamado do papel, e nesse me desmancho, decodificando ao crivo as aragens das excelsas inspirações.
Brandas são as palavras que transcorrem desse meu transmutado ser, emergem dos evanescentes lapsos de vidas várias ao afluente guia da minha dita...
Agora fragmentada estou! Linhas, formas, sons...
Nessas horas silenciosas, onde a sinfônica paz grita alto e requere seu alimento... Fluida, sou invadida, e não mais sei se sou matéria ou energia.
Fundo-me e fluo ao alvo chamado do papel, e nesse me desmancho, decodificando ao crivo as aragens das excelsas inspirações.
Brandas são as palavras que transcorrem desse meu transmutado ser, emergem dos evanescentes lapsos de vidas várias ao afluente guia da minha dita...
Agora fragmentada estou! Linhas, formas, sons...
Uma brisa então irrompe, e tudo se desprende...
Sutis são esses ventos-guias, sopro divino que enfurna sonhos, preces, palavras, sons, aromas e desejos, carreia toda a emanação de bem querer, leveza que não se vê, mas se sente...
Tudo quanto vivi, aspiro, sinto e amo...
Então... Não sou mais eu... Sou milhares!
Sutis são esses ventos-guias, sopro divino que enfurna sonhos, preces, palavras, sons, aromas e desejos, carreia toda a emanação de bem querer, leveza que não se vê, mas se sente...
Tudo quanto vivi, aspiro, sinto e amo...
Então... Não sou mais eu... Sou milhares!
Sou luz, sou calor, sou o amor, sou o todo, sou agora o universo...
Não sou mais minha...
Todo dia sou mais dos outros,
quando me (des)mudo, sou mais escrita!
(Do Ser em Transcrição - Juliana Alves)
Não sou mais minha...
Todo dia sou mais dos outros,
quando me (des)mudo, sou mais escrita!
(Do Ser em Transcrição - Juliana Alves)
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Coração Primaveril
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Pouco a pouco e também muito a muito me aconteceu a vida, e que insignificante é este assunto: estas veias levaram sangue meu que poucas v...
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Das invernais madrugadas não me recordo mais. Senhor dos tempos da ventura despiu-me de toda a névoa, vestiu-me de amanhecer...
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Perdoa-me a indelicadeza de desnudar-me a ti. Talvez eu perceba que poucos me compreendam e saiba que podes compreender-me mais qu...





